03 jul 2017

INSS afastou 93,8 mil em 2016

postado em: Sem categoria

Nenhum comentário.
Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+

Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, Itaúna e Nova Serrana, na região Centro-Oeste do Estado, possuem cada uma cerca de 93 mil habitantes. Para se ter uma ideia do total de pessoas que foram afastadas no ano passado por algum transtorno ligado à depressão, basta imaginar uma dessas cidades totalmente esvaziada. Segundo o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), foram 93,8 mil benefícios concedidos, um total de 3,5% de todos os auxílios-doença e aposentadorias autorizadas no Brasil em 2016.

O diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), João Silvestre Silva Junior, explica que, apesar de os casos de transtornos mentais terem crescido quantitativamente no Brasil, as políticas de prevenção são praticamente inexistentes e também não há ações para reintegração dos funcionários adoecidos. “Para conseguir fazer o diagnóstico precoce e encaminhar a pessoa o mais rápido possível para o tratamento, três passos são essenciais. Primeiro, as empresas tinham que mapear o risco; depois, atuar na prevenção. E terceiro, para quem já foi afastado, tinha que implantar um processo de reintegração profissional. Tem que considerar todo o contexto, desde o medicamento que ele vai precisar tomar até questões de relacionamento no local de trabalho que poderiam trazer piora ao quadro. Mas, infelizmente, isso não acontece”, afirma Junior.

O acolhimento que a advogada Tatiana Ferreira Bicalho, 41, esperava encontrar após voltar de um afastamento para tratar uma grave depressão não aconteceu. “Fiquei afastada pelo INSS por seis meses, e, quando eu voltei, o médico do trabalho da própria empresa recomendou que eu mudasse de área. A princípio, a chefia concordou e disse que tentaria me realocar. Voltei numa segunda-feira e, na sexta-feira seguinte, me disseram que não havia ali outra função que eu pudesse desempenhar e me mandaram embora”, conta.

Fonte: O Tempo

Assine a newsletter
saudeocupacional.org

Receba o conteúdo em primeira mão.