05 jul 2017

Depressão tira da economia global US$ 1 trilhão por ano

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Primeiro, faltou ar. Depois, as mãos entortaram. E, então, a designer de ambientes Isadora Kern, 29, desmaiou no meio do trabalho e precisou ser arrastada para fora da empresa para recuperar o fôlego e a saúde mental. “Eu trabalhava em um call center e vivia literalmente com um cronômetro pendurado no pescoço”, conta Isadora, que melhorou assim que deixou o emprego. O que ela tinha era depressão, uma doença crônica que atinge 322 milhões de pessoas no mundo, gente suficiente para encher um Brasil e meio.

O total de atingidos cresceu 18% desde 2005, e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão será a doença mais incapacitante do mundo até 2020. A entidade estima que, com baixos níveis de reconhecimento e falta de acesso a tratamentos, as perdas globais provocadas por ela chegam a US$ 1 trilhão por ano. Só no Brasil, 5,7% da população tem algum transtorno depressivo. São 11,5 milhões de pessoas afetadas, o que gera um prejuízo de US$ 63,3 bilhões (R$ 210 bilhões), segundo levantamento da London School of Economics (LSE).

De acordo com o diretor de relações internacionais da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), João Silvestre Silva Junior, quando a pessoa está com algum transtorno mental, ela trabalha abaixo de sua capacidade produtiva. “É o que chamamos de presenteísmo. A pessoa está presente no trabalho, mas não consegue dar 100% do esperado porque a depressão afeta a parte mental e cognitiva. Muitas vezes, ela é cobrada dos colegas e pela chefia por não querer trabalhar. Mas não é questão de não querer, mas de não conseguir”, afirma Silva Júnior, que também é doutor em saúde pública.

Fonte: O Tempo

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